Quinta-Feira, 21 de Setembro de 2017

Ministério Público
Quarta-Feira, 02 de Agosto de 2017, 17h:42

PGR

PGR na cola de Temer

Redação

Reprodução

MPF, Janot

‘Enquanto houver bambu, lá vai flecha’, prometeu no começo de julho o procurador-geral da República Rodrigo Janot, ao referir-se às denúncias contra o ilegítimo Michel Temer (PMDB).

A declaração do chefe do Ministério Público Federal se deu no contexto do fim de seu mandato, em 17 setembro.

As apostas giram em torno da delação do operador financeiro do PMDB Lúcio Funaro, que está preso há mais de um ano.

Antes, porém, o procurador vai aguardar o desfecho na votação na câmara da primeira denúncia contra Michel Temer por corrupção passiva. O plenário precisa autorizar a ação penal no STF.

Lúcio Funaro é um profundo conhecedor do propinoduto que abasteceu o PMDB. O fato de ele e o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fecharem uma delação ao mesmo tempo não é surpreendente dada a ligação estreita entre os dois. Eles se conhecem há 20 anos.

Funaro foi preso em junho do ano passado depois da descoberta do esquema de cobranças que ele operava, em nome de Eduardo Cunha, de empresas para ter acesso a empréstimos com juros abaixo dos praticados no mercado do fundo de investimento do FGTS.

No primeiro mandato de Dilma, o então poderoso líder do PMDB na Câmara emplacou a nomeação do executivo Fábio Cleto para uma vice-presidência da Caixa.

Segundo o Ministério Público, era Funaro quem vendia as promessas de facilidade no FI-FGTS a empresários, que depois eram efetivadas com a ação de Fábio Cleto, membro do conselho do fundo. Cleto virou delator.

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