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Quarta-Feira, 04 de Julho de 2018, 13h:01

STF

Procuradora agora diz que não insinuou que ministros do STF "recebem por fora"

Site GGN

Reprodução

A procuradora da República Monique Cheker

A procuradora da República Monique Cheker agora diz, no Twitter, que não insinuou que ministros do Supremo Tribunal Federal "recebem por fora". 

Agora, depois do assunto repercutir no site da Folha de S. Paulo, Monique afirma que não fez referência a ministros do Supremo em sua mensagem. "Repórter da @folha ligou hoje perguntando s/ quem me referia nesta postagem. Não foi atendida. Como foi ignorada, publicou nota mentirosa dizendo que eu tinha feito alusão a Ministros do STF qdo postagens seguintes fazem referência a corruptos. Não há menção a Ministros do STF."

Na terça (3), o seguinte tweet de Monique foi destaque no Painel da Folha: "Não há limite. Vamos pensar: os caras são vitalícios, nunca serão responsabilizados via STF ou via Congresso e ganharão todos os meses o mesmo subsídio. Sem contar o que ganham por fora com os companheiros que beneficiam. Para quê ter vergonha na cara?"

A mensagem, segundo a reportagem, foi disparada em meio a outras que criticavam o papel do Supremo em processos envolvendo a Lava Jato. No dia anterior, o ministro Dias Toffoli havia cassado a decisão de Sergio Moro que impunha medidas cautelares a José Dirceu, a quem a segunda turma do STF concedeu "liberdade plena" em caráter provisório.

Pouco antes de divulgar a versão de que não falava sobre ministros, Monique publicou: "Corruptos matam bem mais que um simples homicida. Pior: não deixam cadáveres em evidência e têm poder econômico e político, além de foro privilegiado, para não serem responsabilizados no STF ou no Congresso Nacional."

A sequência de mensagens no perfil de Monique mostra que a interpretação dada pela reportagem da Folha não foi isolada. Alguns usuários da rede chegaram a dizer que a procuradora deveria se preocupar com os problemas da sua "própria casta", o Ministério Público. Outros disseram que se trocar o "STF" na mensagem de Monique por "MPF", o sentido seria o mesmo.

Monique se envolveu em um caso polêmico, revelado pela Agência Pública em 2017, por ter integrado uma equipe do MPF que fez um acordo com o Condomínio Laranjeiras, em Paraty, no Rio de Janeiro, proibindo que comunidades do entorno pudessem atravessar a área privada. Sem ouvir a população afetada, nas praias do Sono, Vila Oratório e Ponta Negra, a procuradora ajudou o condomínio a criar um sistema que limita o direito de ir e vir das pessoas. Uma moradora local que precisou contornar esse sistema foi processada por invasão de propriedade e só se livrou do processo com ajuda da Defensoria.

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