Quinta-Feira, 12 de Dezembro de 2019

MPE
Sexta-Feira, 09 de Agosto de 2019, 14h:08

NOTA PÚBLICA

AMMP repudia declarações do juiz Tiago Abreu sobre "prisão em massa de promotores"

Redação

Reprodução

Promotor Roberto Turin

A Associação dos Membros do Ministério Público de Mato Grosso (AMMP) reagiu hoje (9) a declaração do juiz Tiago Abreu, presidente da Associação Mato-grossense dos Magistrados (Amam), por meio de áudio, a um magistrado de Brasília. O áudio 'vazou' e foi transcrito pelo jornal Correio Braziliense. Nele o juiz admitiu a possibilidade de “prisões em massa” de membros dos MPMT por conta do esquema de interceptações ilegais, conhecido como Grampolândia Pantaneira.

A nota assinada pelo presidente AMMP, promotor Roberto Turin, avalia que a fala do representante da magistratura em mato Grosso é um “inaceitável ultraje a todos os Membros do Ministério Público de Mato Grosso”. 

Leia abaixo íntegra da nota:

A ASSOCIAÇÃO MATO-GROSSENSE DO MINISTÉRIO PÚBLICO (AMMP), em razão das recentes matérias divulgadas nos órgãos de imprensa nacional e de Mato Grosso, de suposto áudio atribuído ao Juiz Tiago Abreu, Presidente da AMAM, onde (i) imputa o envolvimento de Promotores e Procuradores de Justiça no esquema de interceptações irregulares de telefones,; (ii) acusa o GAECO de compor uma organização criminosa; e (iii) conjectura a prisão em massa de Membros do Ministério Público de Mato Grosso, cumpre repudiar com veemência o conteúdo das falas divulgadas e esclarecer a sociedade para os seguintes fatos:

1 – Se verdadeiras, as afirmações atribuídas ao Juiz Tiago Abreu, Presidente da AMAM, expõe não só uma leviana e superficial apreciação dos fatos como também um inaceitável ultraje a todos os Membros do Ministério Público de Mato Grosso, além eventual prática de condutas típicas de difamação e calúnia.

2 – Reiteramos nossa confiança no Poder Judiciário como instituição e, até prova em contrário, acreditamos também na juridicidade e licitude dos atos de seus membros no exercício da Jurisdição, por isso é absolutamente indigna de crédito e merece total repúdio a insinuação de que, na surdina, à margem da ética e do devido processo legal, estaria sendo articulada, uma ilegal, arbitrária, desarrazoada, injusta e imoral prisão em massa de Promotores de Justiça no Estado de Mato Grosso.

3 – Reafirmamos nossa confiança e reconhecimento no trabalho realizado pelo GAECO na obtenção de provas, de forma legal e eficiente, em diversas investigações e operações complexas empreendidas contra redes de organizações criminosas que surrupiaram milhões dos cofres públicos.

O GAECO sempre combateu as organizações criminosas sendo absolutamente descabida e infundada a afirmação de que o grupo seria parte integrante de uma delas.

4 – Os valores que inspiram o Ministério Público compreendem o Direito como origem do ideal civilizatório. A causa que move seus integrantes é a defesa do regime democrático, da ordem jurídica e dos interesses superiores da sociedade, não se admitindo interna e externamente transgressão a esses preceitos.

5 – A AMMP apoia a apuração rigorosa e integral de todos os fatos citados nesse triste episódio denominado popularmente como GRAMPOLANDIA, reafirmando, até efetiva comprovação de qualquer conduta ilícita, sua plena confiança na lisura da conduta dos Promotores e Procuradores de Justiça que integraram o Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Direção da AMMP Gestão Atitude e Participação

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