Sábado, 26 de Setembro de 2020

Mato Grosso

Sábado, 11 de Janeiro de 2020, 10h:20

MANDATO EM RISCO

Justiça Eleitoral decreta quebra de sigilo bancário do filho de Neri Geller

Da Redação

Reprodução

Deputado federal Neri Geller

A pedido da Procuradoria Regional Eleitoral o filho do deputado federal Neri Geller (PP) teve o sigilo bancário decretado pelo desembargador Sebastião Barbosa Farias em uma ação que investiga suposto abuso de poder econômico do parlamentar nas eleições de 2018.

A decisão é de quarta-feira (8). Sebastião Barbosa Farias é relator do processo no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).

A quebra de sigilo abrange todas as contas de depósitos, contas de poupança, contas de investimento e outros bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras de Marcelo Piccini Geller, no período de 20 de julho de 2018 a 7 de outubro de 2018.

"No Relatório de Inteligência Financeira, afere-se que Marcelo Piccini Geller, aparentemente, possui movimentação de recursos incompatível com o seu patrimônio declarado e com sua capacidade financeira", diz trecho da ação.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, no período entre julho e outubro de 2018, Neri Geller transferiu R$ 4,8 milhões para a conta do filho que, por sua vez, também transferiu R$ 2.332.340 ao pai.

"Tais fatos indicam que, aparentemente, a conta bancária de Marcelo Piccini Geller foi utilizada como uma conta passagem pelo investigado, ou seja, que não se trata de um simples pagamento da dívida, mas sim de utilização de recursos próprios ou de origem vedada em sua campanha", diz outro trecho da ação.

A investigação apurou que que, em outra conta bancária, Marcelo movimentou entre setembro e novembro de 2018, a quantia de R$ 7,2 milhões a crédito e R$ 7,2 milhões a débito, segundo o MPE. "Os valores expressivos são incompatíveis com sua declaração de imposto de renda", apontou o MPE.

As rendas com a atividade empresarial, somada a atividade agrícola e a ganhos obtidos em aplicações financeiras, garantiram a ele um faturamento de R$ 3,6 milhões, ou seja, menos que os valores movimentados no período eleitoral.

Caso a investigação comprove a prática de Caixa 2 , a Justiça Eleitoral poderá cassar o mandato de Neri Geller.

O parlamentar é um dos possíveis candidatos ao Senado na eleição suplementar que será realizada em abril deste ano em Mato Grosso. 

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