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TJ
Sexta-Feira, 12 de Outubro de 2018, 08h:55

CONDENADO POR PECULATO

Pleno do TJMT cassa liminar e confirma condenação de Gilmar Fabris

Gilmar Fabris foi condenado a 6 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto

Jô Navarro

Reprodução/Redes Sociais

Deputado Gilmar Fabris (PSD) ofendeu servidores durante campanha pelo RGA.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou recurso do deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) e confirmou, por unanimidade, a condenação por peculato. O Pleno também cassou uma liminar concedida pelo desembargador José Zuquim que suspendia os efeitos da condenação.

Fabris foi condenado no dia 14 de junho de 2018 a pena de 6 anos e 8 meses de reclusão e 133 dias de multa por desvios de R$ 1,5 milhão da Assembleia Legislativa em 1996, período em que era presidente do Legislativo.

O deputado concorreu à reeleição sub judice, depois que o TRE negou-lhe o registro de candidatura. Fabris recorreu ao TSE para suspender a decisão do TRE, sob a justificativa de que o órgão eleitoral violou a lei eleitoral nº 12.034/2009, ao não reconhecer a sentença do desembargador José Zuquim. 

O deputado teve 22.913 votos, que foram 'congelados' pela Justiça Eleitoral. Com a confirmação da condenação, Fabris segue inelegível e dificilmente terá decisão favorável no recurso impetrado no TSE. Se sair vitorioso no TSE, os votos serão validados e ele assumirá um novo mandato no lugar de Allan Kardec (PDT), que foi eleito por média.

Outras denúncias

Polêmico, Gilmar Fabris tornou-se persona non grata para os servidores públicos de Mato Grosso depois de levantar o dedo médio para eles (foto) no plenário, durante a greve da categoria pelo pagamento da RGA em 2016.

Fabris também é investigado por suposto uso de cartão de abastecimento da Assembleia Legislativa para finalidade diversa; na Operação Ventríloquo, que teria desviado R$ 9,4 milhões da Assembleia Legislativa entre os anos de 2013 e 2014; Ficou preso durante 45 dias por suspeita de obstrução às investigações da operação Malebolge; foi denunciado pelo MPE como um dos líderes da quadrilha que falsificou cartas de crédito num esquema fraudulento instalado dentro da Sefaz-MT, que desviaram R$ 418,4 milhões dos cofres públicos, de 2008 a 2010; foi filmado recebendo suposta propina de Sílvio Correa no governo de Silval Barbosa (escândalo do paletó), conforme delação premiada do mesmo.

 

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