Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018

STF
Segunda-Feira, 01 de Outubro de 2018, 18h:22

CRISE NO STF

Lewandowski ameaçou Toffoli antes de autorizar entrevista de Lula, diz revista

Entrevista de Lula expõe guerra interna no Supremo

Jô Navarro

Reprodução

Ricardo Lewandowski

 O ministro do STF Ricardo Lewandowski derrubou a liminar do ministro Luiz Fux e determinou "o acesso ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a fim de que possam entrevistá-lo". Usando palavras como "incontinenti", "sob pena de configuração de crime de desobediência", atacando frontalmente o ministro Fux, pareceu bastante irritado, dando a impressão de represália à quebra de sigilo do anexo 1 da delação de Antonio Palocci.

“Reafirmo a autoridade e vigência da decisão que proferi na presente reclamação para determinar que seja franqueado, incontinenti, ao reclamante e à respectiva equipe técnica, acompanhada dos equipamentos necessários à captação de áudio, vídeo e fotojornalismo, o acesso ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a fim de que possam entrevistá-lo, caso seja de seu interesse, sob pena de configuração de crime de desobediência, com o imediato acionamento do Ministério Público para as providências cabíveis, servindo a presente decisão como mandado”.

A Folha de São Paulo e uma emissora de TV Rede Minas, ligada ao governador Fernando Pimentel, do PT, foram autorizadas a 'entrevistar' Lula, preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Assim, sua excelência Lewandowski deixa o presidiário fazer propaganda eleitoral travestida de entrevista.

Agora a imprensa começa a cobrar entrevista com Antonio Palocci, cuja delação teve sigilo levantado pelojuiz Sergio Moro.

Ameaça
Segundo a revista Época, num evento hoje em São Paulo, Lewandowski teve um encontro reservado com o presidente do Supremo Dias Toffoli, que disse que enviaria o caso da entrevista ao plenário do STF. “Foi quando o sangue de Lewandowski subiu. Com o rosto vermelho, disse a Toffoli que, se o caso fosse levado ao plenário, ele denunciaria o desvio de poder que tomou conta do STF”, relata a repórter Carolina Brígido.

A revista Época publicou ainda que Lewandowski teria ameaçado Toffoli avisando-o que "pensasse bem" antes de mandar o caso ao plenário, pois ele "não ficaria calado".

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