Sábado, 14 de Dezembro de 2019

Judiciário
Quarta-Feira, 04 de Dezembro de 2019, 08h:00

SINOP

Preso injustamente por 2 anos 7 meses é absolvido em Sinop

Cícero Henrique

Reprodução

Advogados Angelica, Dener e Michele

Um réu acusado injustamente de matar e ocultar o corpo do tio em 2012 foi levado ontem (03-12)  a jurí popular na Comarca de Sinop, após dois anos e sete meses preso preventivamente. A defesa realizada pelos advogados Dener Felizardo, e as advogadas Angélica Maciel e Michele Marie sustentou a negativa de autoria e em jurí técnico no plenário. O acusado foi absolvido e a justiça tardou, mas foi estabelecida.

Segundo a defesa, a polícia foi pelo caminho mais cômodo, prendeu o jovem por ter sido o último a ser visto na companhia do tio, resolvendo imputar a ele a ilicitude. Ainda segundo a defesa, sequer foi realizada pericia do local do crime,  não houve pericia e coleta do sangue da faca para verificar o DNA, não houve exame papiloscópico da faca apreendida, havendo uma negligência por parte da polícia que baseou a investigação nas aparências. O rapaz ficou preso indevidamente, abandonado, sem uma investigação correta por parte da Polícia Civil, ou seja, foi mas fácil prender do que buscar a verdade, somente para dar uma justifivativa falsa à sociedade.

Os advogados viram a injustiça, se senbilizaram com a história dele e resolveram defendê-lo, principalmente por ser pobre e ter ficado abandonado.

Segundo a advogada Michele Marie, ao questionar no Tribunal de Jurí  "por que a vida do sujeito que faleceu é menor que uma investigação adequada, somente para colocar alguém como culpado atrás das grades para dar satisfação à sociedade. E que valor  tem a vida e liberdade do jovem de 22 anos que ficou segregado por quase três anos injustamente?", questionou.

Leia também: Preso injustamente, jovem inocente sofre discriminação em Jangada

 

 

Comentários

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!

LEIA MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO