Domingo, 23 de Fevereiro de 2020

Judiciário
Sexta-Feira, 07 de Fevereiro de 2020, 11h:01

CAPATAZ MISTERIOSO

Ministro do STJ libertou capataz de Zeca Viana depois de conversar com mulher de Dias Toffoli

Capataz que diz ganhar um salário mínimo teve advogados renomados

Da Redação

Divulgação

Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ)

Bastou uma simples conversa entre a advogada Roberta Maria Rangel, esposa do ministro Dias Toffoli, com o ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do STJ, para ele decidir de ofício e libertar o capataz de confiança do ex-deputado Zeca Viana (Podemos).

Reprodução

Zeca Viana

 Ex-deputado estadual Zeca Viana (Podemos)

O misterioso capataz de Zeca Viana afirma ter salário de apenas R$ 1 mil, mas teve em sua defesa renomados advogados, segundo noticiado hoje (07-02) pela Revista Crusoé. Ele foi preso no ano passado na fazenda de Zeca Viana, em Confresa, depois de fugir da polícia e de oficiais de Justiça que tinham ido até lá por outro motivo. O capataz andava armado com dois revólveres 38.

Após seguidas negativas da Justiça para libertar o homem preso por uso de documentos falsos, cuja verdadeira identidade até hoje ninguém sabe qual é, a esposa do presidente do STF foi incluída no processo como defensora do réu.

A Crusoé relata que "perguntou ao gabinete do ministro Soares da Fonseca se ele havia se encontrado com Roberta Rangel. A resposta foi surpreendente. Sim, os dois se reuniram justamente no dia em que ela passou a atuar na ação. E foi na manhã seguinte ao encontro que o ministro voltou atrás de suas duas decisões e determinou a libertação do preso."

Segundo a revista, o ministro contradisse os argumentos das decisões em que negou a liberdade ao réu e por meio de nota enviada por sua assessoria, defendeu sua terceira decisão, alegando que "se há precedentes na Corte, é plenamente viável". O ministro disse ainda que a advogada foi até ele para fazer um relato do caso e argumentar a favor do réu.

Reprodução

Dias Toffoli e Renata Rangel

 

O escritório de Renata Rangel informou para a Crusoé que ela atuou pro bono, formalmente. "A corte negou HC e concedeu de ofício decisão para revogar a prisão preventiva, dentre outras razões, pelo fato de o paciente ter mais de 70 anos".

 

 

 

Veja abaixo o documento falso que o capataz apresentou à polícia. 

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