Segunda-Feira, 14 de Outubro de 2019

Cidades
Terça-Feira, 05 de Fevereiro de 2019, 15h:53

OPERAÇÃO DA PF EM MT

PF deflagra operação contra madeireiros e engenheiros florestais que causaram prejuízo de mais de R$ 15 milhões

Da Redação

Divulgação/PF-MT

A Polícia Federal, em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), deflagrou nesta terça-feira (5/2) a Operação Floresta Virtual 2.

A ação visa reprimir a atuação de empresários do setor madeireiro e engenheiros florestais que estariam fraudando os sistemas de controle e movimentação de produtos florestais (Sisflora/MT) e o Sistema-DOF. 

Estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços situados em Itaúba/MT, além da busca e apreensão de 19 veículos, aviões e sequestro de bens imóveis e valores mantidos em instituições financeiras relacionados direta ou indiretamente com os responsáveis pelas condutas. 

Divulgação/PF-MT

Dinheiro apreendido

 

Durante a operação os agentes federais encontraram na casa de um dos investigados uma caixa contendo vários maços de dinheiro em notas de R$ 100 e R$ 50 totalizando R$ 70 mil.

As investigações apontam que os envolvidos permitiam o “esquentamento” de produtos florestais extraídos ilegalmente de áreas especialmente protegidas, como Áreas de Preservação Permanente, Unidades de Conservação e Terras Indígenas. 

A apuração policial também indica que diversas madeireiras fantasmas ou com baixo potencial produtivo foram constituídas pelos investigados em nome de interpostas pessoas (laranjas), visando unicamente a geração e movimentação virtual fraudulenta de créditos de produtos florestais.

Os créditos seriam transferidos para empresas situadas em regiões com grande potencial madeireiro, objetivando legalizar produtos florestais extraídos ilegalmente, enganando assim os órgãos de fiscalização. Desta forma, os produtos com aparência de legalidade eram inseridos no mercado consumidor. 

Divulgação/PF

Busca e apreensão - PF

 

A partir do monitoramento sistemático dos sistemas de controle florestal, foi identificado que os investigados causaram prejuízos ambientais estimados em mais de R$ 15 milhões, apenas em 2018. 

Os investigados responderão por crimes diversos contra a flora, furto e receptação de madeira, lavagem de capitais e falsidade ideológica.

(Informações da PF-Sinop)

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