Sábado, 18 de Novembro de 2017

Preso no Rio ex-governador Anthony Garotinho | Caldeirão Jurídico

Brasil

Quarta-Feira, 13 de Setembro de 2017, 10h:25

INTIMIDAÇÃO DE TESTEMUNHAS

Preso no Rio ex-governador Anthony Garotinho

Redação

Reprodução

O ex-governador do Estado do Rio de Janeiro Anthony Garotinho foi preso na manhã desta quarta-feira (13) no Rio de Janeiro. Ele teria sido detido quando apresentava o programa de rádio que ancora na Rádio Tupi. A informação é do G1.

A ordem de prisão é do juiz Ralph Manhães. O ex-governador é suspeito de comandar o esquema, que de acordo com a denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), trocava votos pela inclusão de famílias no programa social Cheque Cidadão.  Segundo magistrado, o réu praticou uma série de atos para impedir o avanço da ação penal que investiga a utilização do programa "Cheque Cidadão" para compra de votos, que vão desde incitação de seguidores por meio de redes sociais até a utilização de armas de fogo.

 O juiz Ralph Manhães afirma em sua decisão que o réu praticou uma série de atos para impedir o avanço da ação penal que investiga a utilização do programa "Cheque Cidadão" para compra de votos, que vão desde incitação de seguidores por meio de redes sociais até a utilização de armas de fogo.

"O réu vem a todo o tempo praticando atos de forma temerária nesta ação penal, tentando induzir as instâncias superiores e o público em geral com informações sabidamente falsas, tudo com o único objetivo de embaraçar o andamento desta ação penal que apura os crimes por ele praticados, chegando ao ponto de alardear em redes sociais que levou os autos ao Ministro relator junto ao TSE e que este tinha comprovado que as diligências requeridas após as alegações finais não tinham sido juntadas aos autos, como afirmado por este magistrado, o que motivou, inclusive, aquele relator a solicitar informações deste julgador sobre o local em que se encontravam os resultados das diligências, nos levando a crer que o réu, ao apresentar os autos àquela autoridade, retirou os referidos documentos para criar um fato falso, sendo certo que a litigância de má-fé do réu e seus patronos já foi reconhecida, inclusive, pelo plenário do TRE-RJ".

O juiz prossegue: "O acusado vem, assim, criando falsas notícias e situações inverídicas em redes sociais, meios de comunicação ligados ao seu grupo político e órgãos de classe como a Comissão de Prerrogativa da OAB-RJ, da qual o seu primeiro patrono foi presidente, além de tentar intervir junto aos órgãos públicos, tais como Ministério da Justiça, Superintendência da Polícia Federal, Cartório Extrajudicial e no próprio órgão acusador, tudo para evitar ou influenciar negativamente nas apurações dos crimes por ele praticados."

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